Quem já viajou para o exterior sabe: a época de sair caçando casa de câmbio ou pagar taxas absurdas no cartão de crédito do “bancão” brasileiro ficou para trás. Hoje, levar dinheiro em espécie ou depender apenas de cartões tradicionais costuma ser a opção mais cara — e menos prática.
Com o avanço das fintechs, ter uma conta global virou quase um item obrigatório no checklist de viagem. É nesse cenário que o Nomad se destaca como um dos serviços preferidos dos viajantes brasileiros. Mas será que ele realmente vale a pena para o seu perfil?
Neste guia, você vai entender como funciona o cartão Nomad, quais são as taxas, vantagens, desvantagens e como usá-lo de forma estratégica para economizar na sua próxima viagem internacional.
O que é a conta e o cartão Nomad?
De forma bem direta, a Nomad é uma fintech que permite que brasileiros abram uma conta corrente em dólar nos Estados Unidos, de maneira 100% digital. Mesmo morando no Brasil, você passa a ter saldo em moeda forte, guardado fora do sistema bancário tradicional brasileiro.
Ao abrir a conta, você recebe o cartão Nomad, um cartão de débito internacional com bandeira Visa. Ele está disponível nas versões:
- Virtual, ideal para compras online e uso em carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay
- Física, para uso em estabelecimentos e saques no exterior
O grande diferencial do Nomad é a economia. Enquanto cartões de crédito brasileiros utilizam dólar turismo e ainda aplicam spreads elevados, a Nomad trabalha com dólar comercial, reduzindo bastante o custo final da conversão.
Como o cartão Nomad funciona na prática?
A experiência de uso é simples e intuitiva. Tudo acontece pelo aplicativo:
- Você baixa o app da Nomad e faz o cadastro (é necessário ser maior de 18 anos e residir no Brasil).
- Envia seus documentos e aguarda a aprovação.
- Com a conta ativa, faz um PIX em reais da sua conta brasileira para a Nomad.
- Dentro do app, converte os reais para dólares na cotação do momento.
O valor mínimo para conversão é de R$ 50, o que facilita bastante para quem quer ir comprando dólar aos poucos.
O segredo da viagem barata está no planejamento. Assim como orientamos sobre o melhor momento para emitir passagens, usar o Nomad permite montar um preço médio do dólar, evitando surpresas desagradáveis perto da data do embarque.
O cartão Nomad funciona fora dos Estados Unidos?
Sim, funciona — e essa é uma dúvida muito comum.
Mesmo que o saldo da sua conta esteja em dólares americanos, o cartão Nomad é aceito no mundo todo. Se você usar o cartão em um restaurante em Paris ou em uma loja no Japão, a bandeira Visa faz a conversão automática da moeda local para dólar, debitando diretamente da sua conta.
Tudo acontece de forma transparente, sem que você precise se preocupar com câmbio ou taxas escondidas.
Taxas, câmbio e economia: o Nomad vale a pena?
No fim das contas, o que mais pesa é o custo. E aqui o Nomad costuma levar vantagem.
- Abertura e manutenção: gratuitas
- IOF:
- 3,5% para compras e recargas em conta global (regra vigente a partir de 2025)
- 1,1% para valores destinados à conta de investimentos
- Spread: entre 1% e 2%, dependendo do seu nível no programa de fidelidade
Para efeito de comparação, bancos tradicionais chegam a cobrar 4% a 7% de spread, além do IOF. Na prática, a economia pode chegar a até 10% em relação ao cartão de crédito brasileiro.
Programa de fidelidade Nomad Pass
Quanto mais você usa o Nomad, menos taxas paga. O programa Nomad Pass funciona assim: cada dólar convertido equivale a 1 ponto.
- Nível 1: taxa de 2%
- Níveis 2 a 5: redução gradual até chegar a 1% no nível máximo
A partir do Nível 2, você ainda ganha:
- Isenção da taxa de envio do cartão físico
- Acesso à Sala VIP Nomad no Aeroporto de Guarulhos
É o tipo de benefício que combina muito bem com quem já economiza na passagem usando milhas e ainda quer começar a viagem com conforto — sem gastar mais por isso.
Vantagens e desvantagens do cartão Nomad
Vantagens
- Uso do dólar comercial, com spread reduzido
- Proteção do FDIC (até US$ 250 mil por conta)
- Cartão virtual, compatível com carteiras digitais
- Possibilidade de saques e investimentos no mercado americano
Desvantagens
- Saldo apenas em dólar (outras moedas são convertidas automaticamente)
- Dinheiro parado na conta corrente não rende
- Conta disponível apenas para maiores de 18 anos
Como sacar dinheiro no exterior?
Mesmo com tudo digital, ter um pouco de dinheiro em espécie ainda é útil. Com o cartão Nomad, você pode sacar em caixas eletrônicos no mundo todo.
- Rede MoneyPass (EUA): saques ilimitados e gratuitos
- Outras redes: dois saques gratuitos por mês; a partir do terceiro, taxa de US$ 5
- Atenção: o caixa eletrônico pode cobrar uma tarifa própria, independente da Nomad
Para quem o cartão Nomad é indicado?
O cartão Nomad é ideal para:
- Viajantes frequentes
- Quem faz compras em sites internacionais
- Nômades digitais
- Pessoas que desejam diversificar patrimônio em dólar
Mas vale reforçar: para uma viagem realmente econômica, finanças e planejamento caminham juntos. Não adianta economizar no câmbio e pagar caro na passagem aérea. Por isso, unir o uso do Nomad com uma boa estratégia de emissão de passagens e milhas é o caminho mais inteligente para proteger o orçamento e viajar mais vezes.
O Nomad se consolidou como uma solução segura, transparente e eficiente para brasileiros que querem gastar menos no exterior. Com suporte em português, aceitação global e taxas competitivas, ele elimina boa parte das dores de cabeça relacionadas ao câmbio.
Se você busca autonomia, economia e praticidade nas suas viagens, ter o cartão Nomad no bolso (ou no celular) é uma decisão inteligente. Agora é só baixar o app, planejar o próximo destino — e viajar melhor pagando menos.